Novos Manuais de Vôo do Bandeirante!

Terminamos a digitalização de mais 2 manuais originais da aeronave Bandeirante: O "Manual de Vôo do C-95 / Emb-110", completo (em português) com 255 páginas, e o "Pilot´s Operating Handbook do Emb-110P", parcial (em inglês) com 228 páginas.
Ambos repletos de ilustrações e esquemas.
Disponível para download na coluna da Biblioteca do Bandeirante.
Façam bom proveito!  ; )

Todos os 110 esquemas de pintura do Bandeirante (C-95) na FAB.

Disponibilizamos todas os 110 esquemas de pinturas da aeronave Bandeirante (C-95) na Força Aérea Brasileira. Confesso que até eu fiquei surpreso com a quantidade de pinturas que o Bandeirante recebeu na FAB... Este é um bom material para os repintores de modelos para simuladores. O arquivo em formato PDF encontra-se na Biblioteca do Bandeirante.

Coletânea de anúncios de operadores da década de 70 e 80 - Parte 2

Graças a colaboração do amigo José Cursio, estamos disponibilizando a 2ª parte desta coletânea. Na medida que for chegando o material, incluiremos novas versões na Bibliblioteca do Bandeirante.
Desfrutem destas lembranças de época!   ; )

Entrevista: Cruiser Linhas Aéreas

Estamos iniciando uma série de entrevistas com os atuais operadores de aeronaves Emb-110 Bandeirante.
A primeira entrevistada foi a Cruiser Linhas Aéreas, que opera no centro-oeste brasileiro.

A Cruiser, como praticamente todas as operadoras regionais do Brasil, já atravessou momentos muito difíceis ao longo de sua existência e hoje mantém uma malha reduzida, porém muito importante na integração do Estado do Mato Grosso. Já chegou a operar aeronaves Let, porém hoje somente utiliza aeronaves Bandeirante.
Histórico:
Em 1996, no estado do Paraná, nasceu a Cruiser Táxi Aéreo, fruto de 14 anos de experiência e dedicação do Comandante Vinícius de Lara Cichon. A empresa cresceu e baseada em análises e anseios do mercado, enxergou um grande potencial na aviação regional. Com espírito visionário e empreendedor, o comandante atingiu novos segmentos e um público diferenciado dos usuários de táxi aéreo.
Para diversificar seus negócios na aviação, a empresa passou a operar também com linhas aéreas regionais e em 2001 passou a ser chamada de Cruiser Linhas Aéreas.
O primeiro vôo regular aconteceu em 4 de junho de 2001 com destino a Pato Branco. Depois, a empresa começou a atuar em outras cidades do Paraná e Santa Catarina.
Em 4 de agosto de 2002 iniciaram-se os vôos para o Mato Grosso, visando promover a integração do estado por meio do transporte aéreo.
Em novembro de 2004, com o recebimento da homologação definitiva de linha aérea regular, a Cruiser Linhas Aéreas tornou-se uma das 26 empresas regulares brasileiras a ter a concessão do governo para explorar este serviço.

Entrevista:

PROJETO BANDEIRANTE: Qual o teu nome, idade e função na Cruiser ? Há quanto tempo atua na empresa e qual é o teu histórico com aeronaves Bandeirante?
Albino dos Reis, 70 anos, Chefe de Operações. Trabalho na Cruiser há 5 anos. Tenho aprox. 6.000 horas no Bandeirantes. Fiz o treinamento inicial na EMBRAER em 1976. Voei na TABA umas 5.000 horas e hoje na Cruiser mais umas 1.000 horas (no Bandeirante).
Tenho um total de aprox. 33.000 horas de voo com aeronaves Jato, Turbo-Hélice e Convencional.

PROJETO BANDEIRANTE: Como operador de aeronave Bandeirante, quais seriam, sob o teu ponto de vista, as vantagens e desvantagens de se trabalhar com esta aeronave?
VANTAGENS: É um avião bem versátil. Aceita muitas condições desfavoráveis (pistas curtas, pistas de terra, etc). Possui duas ótimas turbinas PT-6 (Prat Whitney) capazes de segurar uma emergência na decolagem sem muito problema.
DESVANTAGEM: Como qualquer outro avião é usado para o transporte de passageiros e carga; todavia se o trecho a ser voado for longo, como é o caso da Amazônia, ele fica restrito no aproveitamento, pois as distâncias na Amazônia são grandes e aumenta a necessidade de se carregar combustível. Por exemplo: num voo de 03:00 horas e com uma alternativa distante 01:00 hora o aproveitamento comercial será bem baixo - em torno de 9 passageiros; portanto já se perde 6 passageiros no avião básico.

PROJETO BANDEIRANTE: Dizem que, devido a idade, esta aeronave já possui problemas com reposição de peças. Isto é verdade? Qual é a realidade sobre a manutenção de uma aeronave Bandeirante?
Não creio que se tenha muitos problemas com relação à aquisição de material para o Bandeirantes aqui no Brasil, pois existem muitas empresas que se dispuseram a manter fornecimento de peças de reposição.
O nosso Bandeirantes aqui na Cruiser foi fabricado em 1974 - PT-WBR - e nós voamos com ele sem susto. As panes que aparecem são panes corriqueiras que são sanadas de imediato com um custo muito baixo.

PROJETO BANDEIRANTE: O custo operacional de uma aeronave Bandeirante é alto?
É baixo. Consumo horário: 335 litros. Os demais fatores são os mesmos de qualquer outra aeronave.

PROJETO BANDEIRANTE: Dizem que os operadores desta aeronave são “apaixonados” por ela... isto é mito ou tem um pouco de verdade? Na tua opinião qual é o ponto forte do Bandeirante no serviço prestado por ele aos seus operadores?
Hoje, são poucos os operadores que possuem Bandeirantes em condições de vôo no Brasil. Creio até que a "paixão" está ligada à produtividade, pois nos Garimpos da Amazônia o Bandeirantes fez o maior sucesso, com um "pay-load" altíssimo, é claro, operando totalmente fora dos padrões tanto no que diz respeito ao peso máximo de decolagem e pouso como às pistas onde operavam.

PROJETO BANDEIRANTE: A aceitação é boa por parte dos passageiros?
É boa sim. Depende um pouco da tripulação em transmitir confiança ao passageiro, pois os passageiros pariticipam um pouco da operação, uma vez que assistem tudo desde a decolagem até o pouso, pois o Bandeirantes (a maioria) não tem porta que separa os passageiros da tripulação. Na Cruiser os passageiros sentem a segurança que é transmitida pelo avião e tripulantes.

PROJETO BANDEIRANTE: Você saberia nos relatar um o mais fatos curiosos que você tenha ouvido ou presenciado, relacionado ao Bandeirante?
Na TABA, onde voei por 25 anos, um Bandeirantes colidiu em voo com um monomotor aqui no Mato Grosso. O monomotor caiu e morreram os passageiros e o Bandeirantes da TABA chegou ao destino sem problemas.
Na VOTEC dois Bandeirantes da mesma cia. colidiram numa aproximação em Imperatriz-MA. Um caiu e morreram todos. O outro pousou no Rio Tocantins e se salvaram todos ou quase todos - não me lembro. Se for contar tudo o espaço torna-se pequeno.

PROJETO BANDEIRANTE: Quais são os planos futuros para da Cruiser? Haverá expansão das rotas ou aquisição de mais aeronaves?
Os planos da Cruiser para o futuro são:
a) - continuar com o Bandeirantes nas pistas onde só êle opera.
b) - adquirir aeronaves maiores (Brasilia talvez) para expandir a operação no Brasil.

Malha atual da Cruiser (em breve estará operanto também em Sinop e Lucas do Rio Verde):
Clique na imagem para ampliar.


Assista e baixe o novo vídeo "Voando com a Cruiser" que disponibilizamos em nossa Videoteca.

Novidades na Biblioteca: Data Sheets e aeronaves Bandeirante para X-Plane.

Incluímos 2 Data-Sheets da FAA, sendo um do Bandeirante e outro específico das turbinas P&W, e um Check Flight completo da CAA para o Bandeirante. Todos em inglês.
Outra novidade são os modelos de aeronaves Bandeirante disponíveis para os usuários do simulador X-Plane versões 8.64 e 9.21 (no Windows e também em MAC OSX). O modelo é freeware e foi desenvolvido por Barry Roberts.



Videoteca do Bandeirante...


Mais uma novidade para nossos leitores: A Videoteca do Bandeirante!
Para completar e enriquecer nossa base de dados, estamos disponibilizando diversos vídeos para os admiradores desta aeronave.
Este é o fruto de um trabalho de pesquisa, centralização e otimização dos arquivos de vídeo, que são padronizados no formato WMV (Windows Mídia Vídeo) em 360x288 (resolução um pouco acima de uma imagem de VHS). Todos os vídeos que utilizamos nos artigos do blog estão disponíveis e muitos outros ainda serão acrescentados. Para isso, procuramos fazer uma seleção criteriosa e bastante variada.
Também disponibilizamos para download o programa Format Factory versão 2.15, totalmente FREE, que permite a conversão de vídeos para quase todos os tipos de formatos (DVD´s, MP4, Celulares, etc.), assim, se o leitor desejar, poderá converter facilmente nossos vídeos no formato que desejar.
Espero que gostem!  :)

Curiosidade: Os Bandeirantes que nunca saíram do papel...

Dizem que um projeto de sucesso, leva até aproximadamente 10 variações do modelo original... o projeto da aeronave Bandeirante superou em muito estas expectativas.
Dentre as muitas variações que já mostramos neste blog, existiram mais algumas que "não saíram do papel", ou seja, foram esboçadas (em maquetes também), porém jamais produzidas. Estes foram os casos do Bandeirante Pressurizado e do Bandeirante à jato.
No primeiro caso, além de uma pressurização de 2,5 psi, ideal para uma altitude de vôo entre 15 e 20 mil pés, com um desempenho em vôo de cuzeiro na ordem de 490 km/h (265 nós), possuia capacidade para até 19 passageiros a bordo e uma alteração na cauda em "T". O motor projetado seria o PT6A-65, com potência de 1.173 shp, a 1.700 RPM. Este projeto acabou gerando mais tarde o Emb-120 Brasília.

Clique nas imagens para ampliar.
 

No segundo caso, o Bandeirante teria seus motores turbo-hélices substítuídos por duas pequenas turbinas tipo "fan", cauda também em "T" e, no local antes ocupado pelos motores, seriam instalados "pods" aerodinâmicos para comportar o trem de pouso e alguns aviônicos. Também possuiría um índice médio de pressurização interna.

História: De onde veio o projeto de design do Bandeirante?


Nestes últimos dias li muitos comentários de pessoas que não sabiam que havia um "dedo francês" no projeto original do Bandeirante... pois é. A história é esta:

Em março de 1965, é apresentado a Ozires Silva (na ocasião chefe do departamento de aeronaves do PAR), por intermédio de José Carlos de Barros Neiva, o experiente projetista francês Max Holste.
"Neiva e Max Holste, acompanhados pelo Kovacz, chegaram em minha casa, no CTA. Era tarde da noite, cerca de 22 horas. Max era um homem baixo, atarracado, de pele avermelhada, com bastos cabelos começando a esbranquiçar. Parecia, desde o primeiro contato, um homem determinado e, embora transmitisse competência, não parecia ser simpático. Sem nenhuma conotação negativa, era tipicamente francês, pouco se importando com a impressão que daria ao seu interlocutor. Enfim, sabia o que queria e vendia-se pelo preço que tinha fixado a si próprio.
Iniciando a conversa, contara-me que o Max tinha deixado a França, dois anos antes, devido as complicações financeiras geradas pela transferência de sua empresa Avions Max Holste para o governo francês. Seu destino teria sido o Marrocos e depois de dois anos de frustradas tentativas de implantar uma indústria aeronáutica local, voltou suas atenções para a América do Sul, em especial, o Brasil.
Max Holste tinha boa reputação profissional. Era conhecido como homem de difícil caráter. Contudo, mesmo sendo um homem duro, foi capaz de inspirar confiança."

A princípio Max desejava implantar um de seus projetos já prontos, porém Ozires o convenceu de atender a uma demanda nacional e as expectativas de um projeto de bimotor.
"Max foi muito sincero e disse: "Aceito o desafio, mas reservo-me o direito de analisar a especificação básica do avião a ser projetado, de modo que ele esteja dentro daquilo que eu julgue ser capaz. De modo nenhum procurarei saltar acima do que sei ser minha competência e meus limites." Acrescentou com ênfase: "Não irei além disso"." 
Mais tarde isso ficou evidente, quando a equipe do CTA resolveu, após os 3 protótipos, modificar radicalmente o projeto, transformando-o no atual Bandeirante que conhecemos. Neste momento, Max encerrou sua participação e voltou para França.
(Texto parcialmente extraído e adaptado do livro "A decolagem de um sonho", de Ozires Silva.)

Abaixo podemos ver uma imagem do Nord 260 Super Broussard, avião francês projetado por Max e que, literalmente inspirou o projeto do Bandeirante. Notem que o Bandeirante seria uma espécie de "Nord de asa baixa"...


Nesta outra foto vemos Max com Ozires em São José dos Campos.

Video 04: A realidade do Emb-110 Bandeirante nos garimpos da Amazônia.

Assista a este incrível vídeo que mostra a realidade na operação das aeronaves Bandeirante em vôos realizados nos garimpos da Amazônia, com 2.000 litros de óleo diesel a bordo, decolando de uma pista de 700 metros de comprimento, parando um dos motores e pousando num dos garimpos com a pista medindo apenas 600 metros de comprimento! Este vídeo foi produzido pelo programa "Voe Comigo", do Cmte. Artur e exibido em sua 10ª edição (http://www.voecomigo.com.br/).
Este é o bandeco!

Protótipo do Bandeirante IPD-6504 para o Flight Simulator.

Estamos disponibilizando na Biblioteca do Bandeirante mais uma aeronave para ser utilizada no Flight Simulator (versões 2002 e 2004).
Trata-se do 1º protótipo do Bandeirante (o IPD-6504 do CTA), cujo projeto deu orígem as aeronaves Bandeirante que operam hoje. Foram construídos 3 protótipos (designados mais tarde como Emb-100 pela Embraer) e hoje eles estão em exposição. Este protótipo deu seu primeiro vôo em 22 de outubro de 1968.
O modelo está completo (com painel e som) e foi texturizado por mim sobre o model original de J.R.Lucariny. Acrescentei também um painel mais adequado. Aproveitem e refaçam o vôo histórico do primeiro Bandeirante!  :)

História: Uma travessia inédita realizada pelo Bandeirante...

Em julho de 1978, foi entregue em São José dos Campos, o EMB-110P2 PT-GLH adquirido pela Masling Commuter Service, que realizou uma trevessia inédita para um bimotor de sua classe. O PT-GLH voou diretamente de São José dos Campos para Santiago e da capital chilena seguiu para o aeroporto de La Serena. Deste local o Bandeirante seguiu sobre o Pacífico para a Ilha de Páscoa, vencendo uma etapa de 12 horas e 30 minutos (3.740 km). Da Ilha de Páscoa, com escalas em Hao, Papeetee, Pago Pago e Nandi, o EMB-110P2 da Air Masling chegou até Sidney, na Austrália, voando 45 horas sob o comando de pilotos australianos.
Clique no mapa para ampliar.